Uma leitura criteriosa de cada real investido — do primeiro segundo de vídeo assistido ao último seguidor conquistado — para decidir com dados o caminho até o pleito.
Antes de otimizar qualquer coisa, os números-base — sem arredondar a favor de ninguém. Todos os valores abaixo vêm direto da exportação do Meta Ads, cruzados linha a linha.
Leitura direta: cada novo seguidor custou, em média, R$ 9,06. Mas essa média esconde uma diferença enorme entre o melhor e o pior anúncio — e entre o melhor e o pior público. As seções 03 e 05 mostram exatamente onde está essa diferença, e o quanto dá para economizar só de realocar verba.
Os dois gráficos abaixo compartilham o mesmo eixo de datas. O trecho apagado no meio (17 a 23/jul) não é um erro de leitura: nenhuma campanha esteve ativa nesses dias.
O salto de 6 a 10/ago: o investimento diário saltou de uma média de R$ 380/dia (24/jul–05/ago) para R$ 1.068/dia — e os seguidores/dia acompanharam, saindo de uma média de 39 para 120/dia. O custo por seguidor não piorou nesse salto (ficou em torno de R$ 8,90/seguidor) — sinal de que a estrutura atual aguenta mais orçamento sem perder eficiência.
De cada 100 impressões, só 3,4 pessoas chegam a assistir os primeiros 25% do vídeo — o gancho dos 3 primeiros segundos decide quase tudo. A pergunta certa não é "quantos viram", é "de quem começou a assistir, quantos ficaram".
Dos 1.256 novos seguidores do período, 646 (51%) vieram de um só anúncio. Isto muda a prioridade de produção: menos variações dispersas, mais investimento no formato que comprovadamente converte.
A taxa de cliques (CTR) sobe de forma quase linear com a idade. O público de 18 a 34 anos custa até 9× mais por seguidor do que o público de 35 a 64.
Mais barato de converter: mulheres de 45–54 anos (R$ 4,53/seguidor) e de 35–44 (R$ 4,78/seguidor). Mais caro: homens de 65+ (R$ 40,59/seguidor) e de 18–24 (R$ 34,79/seguidor). Reduzir o orçamento no público jovem masculino e redirecionar para mulheres 35–64 é a alavanca de menor esforço e maior retorno imediato do relatório inteiro.
Das cinco praças que definem sua área de atuação, elas somam 57% do orçamento — mas de forma muito desigual. Os outros 43% estão pulverizados em nove outras frentes menores.
Cálculo simples e transparente: peso = população estimada (IBGE 2025) × alcance do raio definido para cada praça. O total sugerido é de 9 peças novas por semana — hoje a produção está concentrada quase inteiramente em Ipatinga.
Hoje é a única das 5 praças-prioridade sem nenhuma campanha própria, apesar de ser a maior em população da lista. É o gap de maior impacto potencial imediato.
Elevar para perto de R$ 200–250 (≈2% do orçamento mensal), acompanhando o mesmo formato de vídeo que já funciona em Muriaé.
É o criativo mais eficiente do período (R$ 2,94/seguidor vs. R$ 9,06 de média). Adaptar a mesma estrutura de gancho + CTA para Valadares, Caratinga e Manhuaçu.
Ajuste de segmentação, sem custo adicional — só realocação. Potencial de reduzir o custo médio por seguidor em dois dígitos percentuais.
Manter ao menos 1 campanha ativa por praça-prioridade todos os dias até o pleito — o intervalo de 17–23/jul não pode se repetir.
A estrutura atual já sabe converter — o criativo campeão prova isso a R$ 2,94 por seguidor. O que falta não é reinventar a estratégia: é distribuí-la corretamente entre as 5 praças e os públicos que já demonstraram, com dados, que respondem melhor.